Realização de feira de flores independente em Itaituba gera polêmica

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Mãe do pequeno Victor, que tem paralisia cerebral, foi quem realizou todas as feiras na cidade, com o propósito de arrecadar fundos para o tratamento do filho; Ela afirma que a campanha ganhou agora a concorrência de uma empresa de fora, sem qualquer comprometimento social, “irá prejudicar nossa próxima feira que seria em Novembro” disse

Há mais de um ano a feira de flores de Holambra é uma das principais fontes de receita de Elma Ezequiel de Abreu Campos, de 35 anos, para o tratamento (no Chile) do filho, Victor Gabriel Campos Lima, de 3 anos, que sofre de paralisia cerebral. A primeira feira aconteceu no mês de Abril de 2017, por esforço de Elma, que teve a ideia e lutou para conseguir a realização em parceria com uma floricultura da cidade de Holambra. Outras duas feiras aconteceram, a última em agosto deste ano.

De todo o lucro da realização das feiras, feitas em parceria com Elma, a empresa destinava 20% do valor para a campanha “Vamos levar victor ao Chile”, com isso, o evento se tornou uma das principais marcas da campanha, sendo até comentada, por muitos, como a “Feira de Flores do Victor”.

A quarta edição da feira já estava sendo projetada para o mês de Novembro, porém, foi através de publicação nas redes sociais que todos os planos da mãe foram por água abaixo, quando descobriu que uma outra feira de flores (independente) havia confirmado que estaria na cidade por cerca de 12 dias, de 16 à 28 deste mês de Outubro.

“Eu fiquei muito abalada, pois nossa próxima feira iria servir para completarmos o valor necessário para continuarmos o tratamento do Victor. Fomos nós que trouxemos a feira de flores para Itaituba, nunca tinha acontecido aqui.” disse triste a mãe

Segundo Elma, a feira independente será realizada por um ex funcionário da empresa que é sua parceira. Ela também afirma que eles sequer entraram em contato para propôr uma parceria na realização, já que tinham conhecimento da campanha. “a causa deles é puramente benefício próprio, não chegaram nem a nos informar ou tentar propôr uma parceria”. completou Elma

“Eu estou muito triste e desanimada com tudo isso, de saber que tivemos todo um trabalho para tornar a feira reconhecida na cidade, fazer as pessoas aguardarem ansiosas pela realização, e do nada chegar alguém sem qualquer compromisso com a cidade ou causa social e se beneficiar através disso. Isso me abalou muito.” Afirmou Elma

Elma teme que a não realização da sua próxima feira, devido a concorrência inusitada, prejudique a campanha do filho, pois, como já dito na matéria, os últimos recursos financeiros para custear o tratamento e a viagem para o Chile viriam desta feira que aconteceria no mês de Novembro.

A repercussão negativa da feira está sendo inevitável, nas redes sociais muitas pessoas se manifestam contrárias, por entenderem que a causa social é o mais importante. Por outro lado, muitos, por falta de conhecimento, imaginam que a feira será mais uma vez em prol da campanha do Victor.

Campanha do Victor

Elma é um exemplo de dedicação e superação, soube que o filho tinha paralisia cerebral aos seis meses e escolheu não ficar parada, descobriu na internet um método desenvolvido no Chile que chamou sua atenção e comprovou, através de depoimentos de mães do Brasil que levaram seus filhos, que os resultados foram rápidos e satisfatórios.

No final do ano 2015 Elma iniciou uma árdua caminhada em busca do tratamento de seu filho, e conseguiu, com a ajuda da sociedade itaitubense, leva-lo ao chile pela primeira vez, no mês de Abril de 2016. Em 2017, após muitas ações sociais, ela mais uma vez conseguiu arrecadar o valor necessário para continuar o tratamento.

Os resultados do pequeno Victor são incríveis, sua evolução após cada viagem é visível. É por este motivo que Elma nunca desiste, ela faz bazares, venda de salada, caminhadas e várias parcerias, tudo pra arrecadar fundos e possibilitar a viagem e o tratamento do filho.

Fonte: Portal Giro